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Metas climáticas globais e combustíveis fósseis 

Um estudo apoiado pela ONU revela que os estados planejam extrair mais combustíveis fósseis do que o necessário de acordo com as ambições climáticas globais.

Esse estudo sustentado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado na quarta-feira, mostrou algumas informações. Ele indicou que os governos estavam a caminho de gerar mais do que o dobro da quantidade de combustíveis fósseis necessária em 2030. 

Políticos e líderes corporativos estão sob enorme pressão para atender às demandas de emergência climática. Para isso, eles estão cumprindo as promessas feitas como parte do Acordo de Paris de 2015. Esse acordo pretende restringir o aquecimento global para abaixo de 2 °C, de preferência 1,5 °C.

Embora cada fração de grau conte, a meta de 1,5 grau Celsius é vista como muito significativa. Segundo a pesquisa do PNUMA, a maioria das empresas de petróleo e gás pretende aumentar a produção até 2030. Vários produtores de carvão também pretendem manter ou aumentar a produção.

No final da década, os planos e previsões de produção do governo devem resultar em cerca de 240% a mais de carvão, 57% a mais de petróleo e 71% a mais de gás. Esses valores seriam consistentes para manter o aquecimento global em 1,5 °C.

As descobertas destacam o abismo que existe entre uma ação climática séria e a retórica de funcionários e líderes empresariais que exaltam abertamente seu compromisso com a chamada “transição energética”.

Apoio de políticas para combustíveis fósseis

A principal causa da catástrofe climática são os combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás. Há promessas de vários países para chegar à emissão líquida zero. Porém, alguns produtores importantes dessas commodities não especificaram como pretendem reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis.

Cientistas climáticos do mundo alertaram que limitar o aquecimento global a 1,5 °C seria impossível nas próximas duas décadas. Para isso, é preciso ter reduções significativas, rápidas e em grande escala nas emissões de gases de efeito estufa. O PNUMA afirmou que a produção global de combustíveis fósseis está muito fora de sincronia com o Acordo de Paris. Ele observou que o uso internacional de combustível fóssil deve começar a cair em breve e drasticamente. Isso é necessário para cumprir a meta de reduzir a temperatura em 1,5 °C a longo prazo.

Austrália, Brasil, Canadá, China, Alemanha e Estados Unidos estavam entre os 15 principais produtores de combustíveis fósseis estudados no papel.

Segundo os planos climáticos dos países estudados, a produção de petróleo, gás e carvão continuaria aumentando até pelo menos 2040. De acordo com a análise, a produção de gás foi projetada para ser a maior entre os três combustíveis fósseis entre 2020 e 2040. 

Conforme o relatório, a maioria dos governos continua dando apoio político para a extração de combustível fóssil. Isso ocorre com os países do G-20 direcionando mais de US$300 bilhões em novos fundos para atividades com combustível fóssil desde o início da pandemia. Com certeza, isso é mais do que eles alocaram para energia renovável.

Para mais, a revista científica Nature, explica que a grande maioria das reservas de combustível fóssil conhecidas no mundo deve ser mantida no solo. Isso é importante para se ter qualquer esperança de mitigar os piores efeitos das mudanças climáticas.

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