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O setor de criptomoedas em 2022

A indústria de derivativos vai muito além de produtos de varejo, clientes institucionais, fundos mútuos e investidores profissionais se beneficiando das capacidades do instrumento de hedge.

Em abril de 2020, a Renaissance Technologies, um fundo de hedge de US$130 bilhões, aprovou o investimento nos mercados futuros do Bitcoin (BTC). Essa negociação foi feita através de instrumentos listados no Chicago Mercantile Exchange (CME). As grandes empresas de negociação não são como os traders de criptomoedas no varejo. Por outro lado, elas focam na arbitragem e na exposição ao risco não direcional. 

Para mais, essas moedas digitais estão substituindo os riscos macroeconômicos mundiais como uma classe de ativos. Além do BTC atuar como tal classe de ativo, em 2021, a maioria das commodities também vivenciou essa correlação. Vamos supor que o preço do BTC flutue a cada mês. Nesse caso, essa estratégia de risco a curto prazo ou ausência dele tem um impacto significativo no valor da moeda. Observe como o seu preço se correlacionou significativamente com a estimativa do Tesouro dos EUA de 10 anos. Quando os investidores exigem lucros maiores para manter os instrumentos de renda fixa, há um aumento na demanda por exposição à criptomoeda.

A maioria dos fundos mútuos não tem a capacidade de serem investidos diretamente em criptomoedas. Sendo assim, o uso de um contrato de futuros regulamentados, como BTC do CME, fornece a eles acesso ao mercado.

Contratos a longo prazo como o hedge

Os traders de criptomoedas erram em reconhecer que uma flutuação no preço a curto prazo não afeta o seu investimento através das perspectivas dos mineradores. A necessidade dos mineiros de venderem moedas constantemente diminui à medida que eles ficam mais profissionais.

Por exemplo, um minerador poderia vender um contrato futuro trimestral com uma data de vencimento de três meses, fazendo com que ele permaneça com o valor de venda. Dessa forma, o minerador saberá a sua lucratividade com antecedência, independentemente das futuras oscilações dos preços.

Um resultado semelhante ocorre ao negociar contratos de opções de BTC. Por exemplo, um minerador pode vender uma opção de compra de $40.000 em março de 2022, a fim de compensar, caso o preço do BTC caia para $43.000, ou decline 16% ficando abaixo dos atuais $51.100. Com isso, os lucros do minerador que estão acima de $43.000 cairão 42%. Dessa forma, fazendo com que o instrumento de opções funcione como um seguro.

Uso de Bitcoins como garantia

Recentemente, a Fidelity Digital Assets e a Nexo, plataforma de criptomoedas e câmbio, anunciaram uma parceria para fornecer aos investidores institucionais empréstimos de criptomoedas. A associação permitirá empréstimos em BTC, serviço que ainda não é oferecido pelos mercados financeiros tradicionais. Dessa forma,  essa nova função reduzirá a pressão sobre empresas como a Tesla e a Block, fazendo com que elas continuem incluindo BTC em seus rendimentos. Ao usar os empréstimos como garantia para as operações diárias, aumentará os limites de exposição para estes ativos.

Em contrapartida, as empresas que não desejam exposição direcional ao BTC e nem a outras criptomoedas podem se beneficiar dos maiores rendimentos do setor em comparação com a renda fixa tradicional. Os empréstimos são ideais para clientes institucionais que não desejam exposição direta à volatilidade do BTC, ao mesmo tempo que buscam maiores lucros sobre seus ativos. Atualmente, a Deribit, bolsa de derivativos, controla 80% dos mercados de opções do BTC e do Ethereum (ETH). No entanto, os mercados de opções regulamentados nos EUA, como o CME e o FTX US Derivatives, irão ganhar impulso.

Esses instrumentos são populares entre os investidores institucionais. A justificativa disso é a criação de estratégias de renda semifixa, como vendas cobertas, iron condor e bull call spread. Além disso, ao combinar as opções de compra e venda, os traders podem definir quanto podem perder, anulando perda total. 

Os Bancos Centrais provavelmente manterão as taxas de juros próximas de zero e abaixo dos níveis da inflação. Consequentemente, os investidores serão obrigados a buscar mercados com lucros mais elevados, mesmo que isso implique algum risco.

Uma menor volatilidade está a caminho

Atualmente, os derivativos de criptomoedas são conhecidos pelo aumento da volatilidade sempre que ocorrem oscilações inesperadas de preço. Essas ordens de liquidação forçada refletem os instrumentos futuros usados ​​para obter uma alavancagem significativa, ocasionada normalmente pelos investidores de varejo.

Porém, os investidores institucionais ganharão uma maior participação nos mercados de derivados do BTC e do ETH. Isso aumentará a venda e compra desses instrumentos. Como resultado, as liquidações de US$1 bilhão dos traders de varejo terão um impacto negativo sobre o valor.

Um crescente número de investidores profissionais envolvidos em derivados de criptomoedas irá absorver esse fluxo de pedidos. Portanto, eles irão reduzir o impacto das grandes oscilações de preços, causando assim, uma menor volatilidade. Isso poderia evitar problemas como a paralisação dos servidores da BitMEX que ficaram inativos por 15 minutos em 2020.

 

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